Veja como fazer a seleção das categorias de risco!

Escrito por Josue Evandro Conchi

Publicado em 28 de dezembro de 2020 · 4 minutos de leitura

Primeiramente, conhecer quais são os critérios usados de modo a elaborar as categorias de risco, facilita e melhora a sua gestão da NR 12.

Portanto, confira neste artigo como é feita esta seleção de categorias de risco e quais parâmetros usados.

As atividades com máquinas e equipamentos têm na NR 12 sua principal ferramenta a fim de promover a prevenção de acidente.

Sendo assim, a definição de sistemas de segurança, por exemplo, dependerá da quantificação do risco.

Portanto, ele busca ser o mais confiável possível, visando garantir a integridade física dos trabalhadores e impedir que o maquinário se danifique.

Dessa forma, é fundamental saber o funcionamento da seleção de categorias de risco, para escolher entre uma proteção fixa, proteção móvel ou dispositivo de segurança.

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Metodologia para seleção das categorias de risco

O método utilizado a fim de dividir as categorias de risco adotadas na gestão da NR 12, está expresso na NBR 14153. Consequentemente, de acordo com essa norma técnica, a metodologia consiste nos parâmetros nos quais veremos nos tópicos abaixo.

Severidade do ferimento

Nessa parte da divisão das categorias de risco, considera-se o grau dos ferimentos e seus processos de cura, estes serão representados por:

  • S1 – Serve de modo a identificar o ferimento leve e reversível. Aqui estão contusões, cortes, etc.
  • S2 – É o ferimento sério, onde normalmente é irreversível. Exemplos são amputação de membro e o acidente que prova óbito.

Frequência e tempo de exposição ao perigo

Trata-se de um valor médio de quanto tempo o trabalhador fica exposto a um risco, fundamenta-se na avaliação da operação, portanto, é variável. Dessa forma, tal frequência se apresenta da seguinte maneira:

  • F1 – Situação rara, é relativamente frequente e oferece baixo tempo de exposição;
  • F2 – Acontece frequentemente e expõe o trabalhador por longo tempo.

Possibilidade e evitar o perigo

Após ter reconhecidos os perigos, é necessário expressar a maneira de ser evitado. Neste caso, é preciso descrever se a prevenção terá acompanhamento de um especialista e se existem experiências práticas a fim de promover a segurança. Sendo assim, temos os seguintes pontos:

  • P1 – É possível evitar o perigo sob condições específicas;
  • P2 – É quase impossível evitar o perigo.

A partir desses critérios chegaremos as categorias de risco.

Divisão das categorias de risco

Usando essas referências chegamos às categorias nas quais determinarão, como exemplo, como devem ser elaborados os sistemas de comando elétrico. O projetista observará as disposições e níveis dos parâmetros (S, F e P) durante a instalação de uma proteção fixa, móvel ou dispositivos de segurança. Sendo assim, temos as seguintes categorias de risco:

  • B – Descreve situações básicas onde se adotam na implantação do sistema. Baseia-se nas normas técnicas existentes;
  • 1 – Sua aplicação é similar a categoria B, porém sua fundamentação será numa norma técnica específica;
  • 2 – Indica os riscos mais presentes, portanto, é necessário aumentar as medidas de segurança. Os testes são frequentes a fim de identificar os perigos;
  • 3 – Tem riscos mais relevantes, e apenas proteções fixas não são suficientes. Os dispositivos de segurança serão instalados para afastar o perigo proporcionado da máquina;
  • 4 – Aqui os riscos são maiores e todas as ações de proteção devem ser superdimensionadas.

Portanto, é assim que funciona a seleção de categorias de risco. Para conhecer mais a fundo o desenvolvimento dos parâmetros descrito aqui, basta clicar aqui. Dessa forma, você poderá obter ainda mais informações relacionadas às categorias de risco. Sendo assim, continue acompanhando nosso blog e saiba tudo sobre a NR-12 e as normas relacionadas.

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